sexta-feira, agosto 31, 2007

Onde está o Bob?!

Texto e foto - Miguel Linhares

Como sabem fui este fim-de-semana a S. Miguel para presenciar o festival itinerante Alta Tensão. A viagem de barco foi muito agradável e muitos eram os amigos e conhecidos que também lá iam. A maioria com a loucura de ir ver o Bob Sinclar na Vinha D´Areia, em Vila Franca do Campo. Os outros, poucos, trajados de preto como manda as regras iam com a vontade de apoiar os terceirenses Anomally e acompanhar este evento encabeçado pelos dinamarqueses Mnemic.
Confesso que no meu caso não iria a S. Miguel propositadamente para ver Bob Sinclar, talvez nem mesmo com tudo pago, mas cada um com o seu gosto!
Neste caso é óbvio que toda aquela gente foi lá para verem um artista que gostam e pagaram bilhetes de barco, ingressos para entrarem no evento e, claro, foram preparados para as despesas extra, nem que seja só com alimentação. Como todos já sabem (até informativos especiais são realizados sobre o assunto) o artista Bob Sinclar não apareceu e cada um atira as culpas para o outro ao lado ameaçando com processos para apuramento da verdade. Não me interessa sequer saber de quem é a culpa, mas se tivesse sido enganado como todos os outros que lá estiveram, não poderia estar de bom humor. Dos muitos com quem falei, a reacção foi essa: sentiam-se enganados! Não é para menos, presumo. Pagaram por algo que não lhes foi fornecido! Embora o dinheiro esteja a ser devolvido ás pessoas (claro que os que voltaram às suas ilhas no barco do domingo não deverão ver um cêntimo…) não deixa de ser irónico o enorme alarido que se fez à volta deste evento e o desfecho mediático que está a ter.
Deixo aqui, a título de curiosidade, uma foto tirada na tarde do dia seguinte do “grandioso” palco onde o Bob Sinclar deveria actuar. Não me parece um palco muito digno de um artista como ele…2 metros de altura por uns 4 de boca…
Será que isso teve haver com o não aparecimento do artista?! Não quero resposta, obrigada.
É caso para, à semelhança do famoso Wally, perguntar: onde está o Bob?!

in jornal "A União", 26 de Julho, 2007

Inesquecível - Alta Tensão

Texto – Miguel Linhares
Fotos – Miguel Linhares / Marisa Barbosa / Metalicidio.com


Foi neste fim-de-semana passado que se realizou o maior evento do género nos Açores, o Festival Alta Tensão que trouxe à região nomes importante do metal nacional e internacional. Tendo como palco o majestoso Coliseu Micaelense, bandas como os consagrados dinamarqueses Mnemic, e os portugueses Reaktor, Concealment e Forgodsfake foram cabeças de cartaz em duas noites que abriram uma oportunidade única aos locais Stampkase, Psy Enemy, Morbid Death e aos terceirenses Anomally. Antes do espectáculo, na tarde de sexta-feira, houve um pequeno debate entre organização, António Freitas (conhecido radialista da Antena 3) e o público e com a presença do Director do Coliseu e Melissa Cross, que veio ministrar um curso sobre técnica vocal no domingo seguinte. Discutiu-se um pouco sobre o metal em Portugal, as dificuldades na nossa região e o papel que tem um evento destes ao passar pelos Açores. Ficou patente a vontade de se querer fazer mais alguma coisa nos Açores ou que envolva projectos açorianos, mas ganha real destaque a relativa dificuldade em realmente levar ideias dessas avante. A tal questão do monopólio aéreo que fazem com que viajar para os Açores (ou sair dos Açores) seja mais caro do que ir para quase qualquer lado da Europa! Ainda assim, ficou a promessa que se pensar outros eventos que inclua os Açores.
A nível de organização algumas coisas falharam logo à partida com o teste de som a levar uma tarde inteira para ser feito, obrigando os Anomally a esperarem pela realização do mesmo. Particularidade deste evento: o teste de som é realizado pela primeira banda a tocar. Nenhuma outra realiza teste de som, seja quem for, assim como explicou um dos membros da organização, por ser este “ um método que importámos da Europa. Em quase todos estes tipos de eventos, é assim que se faz.”. Como vamos ver mais à frente assim não foi, mas no entanto foram os Anomally a realizar o teste de som no primeiro dia do evento. O espectáculo iniciou com um atraso de 20 minutos e pouco mais de 200 pessoas estariam no Coliseu.
Os Anomally apresentaram-se ao público micaelense com muita pujança e determinados. Um pequeno problema técnico no início do segundo tema levou a uma paragem de 3 minutos, na qual o vocalista poderia ter comunicado com o público, o guitarrista poderia ter tocado alguma coisa… parados é que não deviam ter ficado. Revolveram o problema, apresentaram os seus temas, fizeram uma excelente versão de Arch Enemy (We will rise) e quando iam tocar “I am god”, foram cortados pela organização (ao fim de 20 minutos, a contar com a tal paragem de 3 e tinham direito a 30 minutos), pelo que a actuação dos Anomally ficou a saber a pouco. Excelente, mas curta. Acabou por ser a banda mais prejudicada no evento.
Os Forgodsfake fizeram barulho suficiente para que o público começasse a aquecer. Musicalmente sem grande trabalho a apontar, praticando um metalcore mais que gasto e igual a tantas outras bandas, estes lisboetas serviram de aquecimento ao que viria, mas que poucos esperariam.
Concealment é um nome a recordar de agora em diante. Trio de Lisboa que pratica um death metal/progressivo completamente demolidor. Primeira impressão: faz-nos lembrar Chuck Schuldiner e a parecença vocal e rítmica é arrepiante. Outro ponto de destaque: o baixista tem um baixo de 9 (sim, 9) cordas!!! O som que sai deste instrumento é completamente arrasador e complementa a melodia conseguida por bateria e guitarra que numa teia de ritmos muito interessantes completam-se em temas espectaculares. Foram das melhores surpresas do festival e o tal baixo fica na memória…
Morbid Death fecham a noite a jogar em casa. Banda que dispensa apresentações e que cumpriu na integra o seu papel de cabeças-de-cartaz da primeira noite. Temas desde a Demo “Nomad”, até ao mais recente trabalho de estúdio “Unlocked” desfilaram durante uma hora e meia em perfeita sintonia com o público presente. De parabéns mais uma vez!
De referenciar que ao nível de horários dos concertos, assim como no teste de som, a organização não mostrou grande acutilância. Os Forgodsfake tocaram 40 minutos e os Concealment 45 minutos. Algumas mudanças de palco levaram mais de 15 minutos e alguém ficou com os 10 minutos dos Anomally (que até só pediam mais 3 para finalizar o espectáculo…).
No segundo dia os problemas de horários foram menos notórios, mas presentes. Os Psy Enemy tiveram honras de abrir o espectáculo e muito bem. Já conhecidos do público micaelense, estão numa fase de mudança de sonoridade que parece ter agradado aos presentes. Nota positiva.
Os Stampkase já são habituais em quase todos os grandes eventos do género na região e mais uma vez fizeram o que lhes competia. Como se diz na gíria, partiram a loiça toda! Um pouco mais “corridos” a nível sonoro e com menos paragens e contratempos, os Stampkase estão mais interessantes ao vivo e igualmente pesados. O convidado especial Luís H. Bettencourt tocou em dois temas. Por esta altura já se fazia mosh, slam e alguns stage diving tímidos e de entrada a pés, tal e qual como não se deve fazer. Mas o importante era todos se divertirem e não haverem problemas. Até agora, tudo bem!
Os lisboetas Reaktor já à partida tinham grande parte do público na mão por serem um colectivo já conhecido de todos e com créditos. Banda de um dos membros da organização, Sérgio “Animal”, acabaram por dar um excelente concerto, muito profissional e desafiador para o público que reagiu muito bem. Era só o aquecer de motores para a entrada da banda que realmente todos queriam ver.
Pouco antes da uma hora da manhã os Mnemic subiram ao palco do Coliseu depois de…durante 40 minutos terem estado a fazer teste de som, na pessoa de um dos técnicos da banda. E se se lembram do início da nossa conversa, afinal a organização faltou com a palavra e sempre existem artistas que fazem teste de som, mesmo que isso implique deixar o público espetado a meio de um concerto, quase uma hora, a olhar para um individuo de quase 2 metros de altura a testar todos os instrumentos! Uma falha muito relevante…
Da banda propriamente dita tudo de bom há a apontar e nada de menos bom. Muito profissionais, de som muito consistente, directo e pesado. Riffs e passagens completamente demolidoras e que geraram muito mosh e headbanging. Duas horas do mais pesado arsenal musical a debitar a toda à força a um público que neste sábado era muito superior ao do dia anterior e, claro, mais entusiasta, ou não estivessem em palco os dinamarqueses Mnemic, uma das bandas de metal da actualidade mais respeitadas. No final do concerto e durante o último tema, todos os elementos das outras bandas fizeram invasão de palco o que levou, por natural consequência, a uma invasão de palco geral, acabando a banda por tocar o último tema com várias dezenas de pessoas a encher por completo o palco do Coliseu Micaelense. Apesar de não ser muito recomendado, foi um dos momentos mais bonitos do evento.
Logo depois, uma pequena sessão de música pelas mãos de António Freitas que fechava em beleza este Alta Tensão nos Açores. Todos os artistas que vieram de fora saíram, com toda a certeza, com uma excelente impressão da nossa região. Apesar do público metaleiro ser uma minoria, mostrou ser de grande dedicação e, como se diz, poucos mas bons. A recepção aos artistas foi calorosa e entusiasmante e muitos foram para casa, já com saudades.
De referenciar a presença de várias pessoas de outras ilhas, principalmente da Terceira, que se dirigiram à ilha do Arcanjo propositadamente para estar neste fim-de-semana no Coliseu.
Os parabéns têm de ir, obrigatoriamente, para o Nuno Costa da Sound(/)Zone, pessoa à qual se deve a presença deste evento nos Açores. Sem a sua preserverança e dedicação, nada disso seria possível. A ele todos os aplausos das duas noites.
Nota a cair para a negativa para a organização, a More Agency, que realmente falou e prometeu muito, mas que também falha e comete pequenas injustiças como qualquer outra pequena agência ou produtora. Problemas técnicos que aqui ao leitor pouco devem importar, mas que são os que também fazem um evento correr bem ou mal. Neste caso acabou por correr bem, mas com malhas negras que ao mais atento não passam despercebidas.
Os artistas foram os responsáveis também por este excelente evento e a eles se deve as dores de pescoço e o sorriso nos lábios. A música é assim! Esperamos por mais espectáculos destes. É que o metal pode ser uma minoria, mas os artistas principais aparecem nos eventos. E quando assim é, tudo vale a pena…


in jornal "A União", 26 de Julho, 2007

sexta-feira, julho 27, 2007

Review Alta Tensão

Muito em breve colocarei aqui on-line a minha resumida review sobre o festival Alta Tensão no Coliseu Micaelense. Entretanto, se a quizerem ler, poderão comprar o jornal "A União" de quinta-feira (dia 26). Está nas duas páginas centrais.

quarta-feira, julho 18, 2007

Anomally no Alta Tensão


Texto - Miguel Linhares

Já neste fim-de-semana vou voltar a S. Miguel, desta vez só para presenciar o festival Alta Tensão, pela primeira vez nos Açores. Por ser um evento de alguma envergadura e por ter como cabeças de cartaz os Mnemic, julgo que é o suficiente para me deslocar à ilha do Arcanjo durante três ou quatro dias. Mais: os nossos terceirenses Anomally vão estar presentes no primeiro dia do evento!
Uma das bandas mais importantes a surgir nos Açores nos últimos tempos, os Anomally criam sons um pouco diferentes dos presenciados em S. Miguel, por exemplo, onde o metal impera, mas numa vertente mais moderna. Aqui, na Terceira, para além de serem das pouquíssimas bandas de metal – metal a sério – são das poucas dos Açores que são-no influenciados por sons mais antigos, mais clássicos e mais “trash”. Com partes melodiosas muito cativantes e contrastes vocais de relevo, os Anomally fazem ressurgir uma sonoridade com peso q.b., mas com pés e cabeça! Não exageram em nenhuma das vertentes dos seus temas e conseguem-no com qualidade. Para quem aprecia um bom death/trash dos anos 80 ou 90, eles são um bom exemplo disso, sem perderem modernidade. Pode-se ser melodioso e ter músicas com solos, sem ser emo, e no entanto soar se calhar ainda mais pesado que a mais parte das bandas metalcore que estão na moda. É preciso é introduzir as influências certas, é preciso é sentir a música de um modo diferente e, se calhar, com mais experiência. Para os putos de hoje isso pode parecer insignificante, mas o facto de já se estar na música há mais de uma década, ter outros projectos e experiência de palco e ter uma idade que já oferece mais maturidade, é – e deve ser – sinal de mais valia para uma banda, algo que os Anomally possuem. Aqui o vosso anfitrião vai lá estar, a presenciar os concertos para depois trazer notícias, aqui neste jornal, em primeira-mão para os que lá não puderem estar e, claro, a torcer pelos camaradas Anomally que vão estremecer o Coliseu Micaelense. Assim espero!!!

in jornal "A União", 18 de Julho, 2007

Este fim-de-semana - Alta Tensão

É já este fim-de-semana que o Coliseu Micaelense vai tremer com a presença do mais consagrado festival itinerante de metal do país, o Alta Tensão! Para além da presença dos Dinamarqueses Mnemic, destaque para os locais Morbid Death, Psy Enemy e Stampkase, para além dos terceirenses Anomally. Duas noites de luxo no que concerne a sons mais pesados. O cartaz apresenta-se assim:

Sexta 20 de Julho (22h)
Morbid Death [S.Miguel]
Concealment [Sintra]
Forgodsfake [Almada]
Anomally [Terceira]

Sábado 21 Julho (22h)
Mnemic [Dinamarca]
Reaktor [Lisboa]
Stampkase [S.Miguel]
Psy Enemy [S.Miguel]

Convidado especial:

ANTÓNIO FREITAS (programa "Alta Tensão" da Antena 3 e programa "Hyper Tensão" da SIC Radical)

in jornal "A União", 18 de Julho, 2007

Melissa Cross ministra curso nos Açores

Melissa Cross, cantora e docente de técnica vocal, vai estar em Julho na ilha de São Miguel para leccionar um curso intensivo de canto, na sua primeira deslocação a Portugal.A iniciativa parte da escola de música da Globalpoint Music, Limitada e para celebrar a sua abertura, já tem agendado um seminário / curso intensivo de canto, com a docente internacionalmente solicitada Melissa Cross, que se irá realizar no dia 22 de Julho no Coliseu Micaelense, inserido no festival de Rock nacional de grande nível ALTA-TENSÃO, que decorrerá na sexta-feira e sábado anteriores.O evento decorrerá na tarde de 22 de Julho próximo, no Coliseu Micaelense. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas na Globalpoint Music, Limitada., sita à Travessa das Laranjeiras, número 13 A, Loja 9, na freguesia de São Pedro em Ponta Delgada. As inscrições são limitadas, mas com 10% de desconto para portadores do cartão coliseu, bem como para grupos de 5 ou mais pessoas provenientes das outras ilhas, grupos de estudantes ou conservatório. Há entretanto conhecimento que estão a ser organizadas deslocações de vários inscritos das outras ilhas. Também existem condições vantajosas a quem voar através dos representantes da agência TUI, e para quem deseja passar o fim-de-semana em São Miguel.
Na tribuna de convidados estarão presentes, além da comitiva de Melissa Cross, Eduardo Botelho (Globalpoint Music), Pedro Maia (Globalpoint Music), Nuno Costa (Sound(/)Zone), João Tiago Arruda (Metalicidio) e também os artistas Ricardo Santos (Morbid-Death) e Zeca Medeiros. A tradução estará a cargo de Hélder Almeida. Este evento tem organização conjunta da Globalpoint Music, Limitada. e da Loudmouth, Inc., e conta com os apoios do Coliseu Micaelense, Atlantinox, Lda., Rádio Atlântida, Restaurante Fair Play, Angra Music Agency, SounD(/)ZonE ,Metalicidio, Contratempo e do Movimento Made in Azores.
A 23 de Julho no Restaurante Oficial do evento, o Fair Play, vai ter lugar uma sessão de autógrafos com Melissa Cross, permitindo igualmente um convívio e a aquisição dos seus DVD’s.

in jornal "A União", 18 de Julho, 2007

quarta-feira, junho 27, 2007

Festivais de verão.

Texto - Miguel Linhares

Começam a ser ás dezenas. Começam a propagar-se para as ilhas mais pequenas também. Naquelas em que se os visitantes forem muitos, a população duplica. Em Stª Maria assim é! Assim que chega a Maré D´Agosto a população daquela ilha duplica com a visita de milhares de festivaleiros, quase todos vindos de S. Miguel. Já vimos outros casos em alguns festivais pontuais que só viram a cor de uma primeira edição, como é o caso do Festival da JS, em S. Jorge em 2004. Foi mais um isco aos jovens com as eleições a poucos dias, do que um festival, no verdadeiro sentido da palavra. No entanto valem estes eventos pelos artistas e pelos espectáculos. De uma maneira ou outra, sou apologista desta vaga de festivais. No continente são ás dezenas, pela Europa fora serão ás centenas, nos Estados Unidos mais ainda, aqui nos Açores começam a bater a dezena. Embora muitos destes eventos, infelizmente, não consigam superar segundas e terceiras edições – muito por culpa da falta de verbas – é de louvar o empenho que muitas pessoas oferecem na criação de um evento que tem como alvo os apreciadores de música e entretenimento, na sua maioria, jovens. Não é fácil colocar um evento de médias dimensões de pé – sei-o por experiência própria – mas com preserverança e seriedade consegue-se! Um pouco de sorte também ajuda. Reconhecimento por parte de eventuais apoios e patrocínios que acabam por ser o batimento cardíaco de um evento desta natureza. Sem eles nunca seria possível, mas a avaliar pelos eventos que começam a despontar, julgo que tem havido uma abertura aceitável e, se calhar, é possível fazer os melhores eventos do país nas nossas ilhas. Porque tem que ser sempre em Lisboa, no Algarve (ou Allgarve, como preferirem!) ou no Porto? Porque não em Ponta Delgada ou Angra do Heroísmo? Porque não Praia da Vitória ou Velas?! Porque não Vila do Porto? Por exemplo, alguns dos maiores eventos de música (de dança, essencialmente) no nosso país vizinho acontecem nas ilhas Baleares! Ibiza é o expoente máximo desta analogia. Seremos, então, assim tão pequenos? Acho que não. A insularidade é um fardo, mas não é uma fronteira. Preparem-se para as nossas festas e festivais de verão e participem. Só assim podemos ajudar a dar dimensão aos nossos eventos e aproveitem, pois o verão por aqui é curto!

in jornal "A União", 27 de Junho, 2007

Música também a concurso no Labjovem


O concurso LABJOVEM é um projecto que visa incentivar e promover jovens criadores das diferentes áreas artísticas, servindo de plataforma a uma nova geração de artistas açorianos.
Do concurso resultará uma selecção de projectos que serão apresentados nos Açores sob o formato de Mostra Regional, que engloba:
- Exposição de Artes Plásticas, Banda Desenhada e Ilustração, Ciber Arte, Design Gráfico e Fotografia;
- Apresentação de espectáculos nas áreas de Dança, Teatro e Música;
- Apresentação de uma Mostra de Vídeo e realização de um Café Literário;
- Elaboração de um catálogo geral dos projectos seleccionados;
- Criação de um DVD sobre os projectos seleccionados e a sua participação na Mostra.
De entre os projectos seleccionados em cada área para integrar a Mostra Regional, será também seleccionado pelo júri do concurso LABJOVEM um projecto ao qual será atribuída uma bolsa de estudo de curta duração no estrangeiro ao respectivo autor.
Este evento é organizado pela Associação Burra de Milho, com o patrocínio do Governo dos Açores, através da Direcção Regional da Cultura, Direcção Regional das Comunidades e tendo como promotor a Direcção Regional da Juventude.
in jornal "A União", 27 de Junho, 2007

S. Jorge aposta forte - Festival Transatlântico 2007

Zedisaneonlight, Oioai, Cartell 70, Slimmy, You Should Go Ahead, Linda Martini, Sugar Leaf, Bangguru, Nicorette e Dapunksportif são artistas já confirmados para o I Festival Transatlântico Rock 2007, a decorrer de 9 a 11 de Agosto, no Pico da Caldeira, em São Jorge.
O cartaz do festival de música alternativa apresenta como DJ’s Penta - AuraQuake -U.S.A & Rússia, Pinkboy-LUX/, Tiago Miranda-LUX, Cpt.Luvlace-s.m.a.c.k, Mr. Flip-s.m.a.c.k., Paulo Roque- V.Records-Lx, PTT, The Flash e Thomas Goebel Daime Tribe Brasil e VJ's: A 3rd_off (s.m.a.c.k.). Esta é a primeira edição de um evento que pretende ter continuidade.

Resposta Simples apurados

Os terceirenses Resposta Simples foram apurados pelo distrito de Coimbra para o concurso de bandas organizado pelo Juventude Comunista Portuguesa, que dará um lugar no palco Novos Valores, na Festa do Avante. O concerto será no dia 30 de Junho, no piso 4 do Centro Comercial Avenida. Caso passem esta fase, deverão ir à finalíssima a nível nacional, representando Coimbra e, passando esse nível, podem subir ao palco no primeiro fim-de-semana de Setembro na Quinta da Atalaia, no Seixal, casa mãe da maior festa político - cultural do país.

in jornal "A União", 27 de Junho, 2007

quinta-feira, junho 21, 2007

Próxima semana - Recreio dos Artistas


O Cine Teatro Recreio dos Artistas apresenta um programa especial para a próxima semana, com muita música ao vivo, jam sessions e outras actividades. No dia 21 será inaugurada uma interessantíssima exposição dos utentes do ACM em que a presença de todos é importante. Nos dias seguintes, entre outras, haverá as actuações dos Funkoroff, Nomdella, Othello e Velvetstone, com especial destaque para os Fala Quem Sabe irão actuar no dia 25 de Junho. Outras actividades estão a ser ultimadas e serão divulgadas oportunamente.

Melissa Cross na Terceira?!

Texto - Miguel Linhares

Como alguns já devem saber – e se não sabem leiam o artigo ao lado – Melissa Cross vais estar pela primeira vez em Portugal e logo nos Açores. Para quem está minimamente dentro da música sabe quem é esta senhora. Embora de formação clássica, ela achou que tudo o que aprendia não serviria de nada para ser cantora de rock, aquilo que queria para a sua vida. Com os ensinamentos que obteve nas reconhecidas escolas de música e artes, conseguiu criar um plano de trabalho para quem quer cantar rock e metal, para quem quer gritar, berrar ou arranhar a sua voz, sem a estragar. Numa viola quando arrebenta uma corda, substitui-se facilmente por uma nova, numa bateria uma pele também se muda com relativa facilidade, no instrumento voz, não é assim tão fácil…
Já tinha ouvido falar nesta senhora há uns largos anos, pois – se não me falha a memória – ela já deu aulas de canto a Ozzy Osbourne e também Steve Tyler (Aerosmith). Há coisa de um ano vi-a no Late Night com o Conan O´Brien e daí para cá ouvi falar muito mais sobre a personagem e sobre o seu profissionalismo. Actualmente, pessoas como Randy Blythe (Lamb of God), Ângela Gossow (Arch Enemy) ou Corey Taylor (Slipknot) fazem parte da extensa lista de alunos que trabalham com ela para melhorar a capacidade de cantar sem danificar as cordas vocais e para controlar um dos maiores problemas dos vocalistas: a respiração! Depois de ver o DVD da senhora, “The zen of screaming”, percebi que para além de ser uma excelente profissional pode ser muito útil a qualquer músico – mesmo os que não são vocalistas – para compreenderem melhor a arte da música. Além de tudo isto, a senhora é muito simpática.
Em Ponta Delgada está assegurada a sua presença no mesmo fim-de-semana do Festival Alta-Tensão (21 e 22 de Julho), mas devo informar que se está a ponderar a hipótese de a trazer à ilha Terceira, provavelmente no fim-de-semana seguinte. Para isso é importantíssimo que se manifestem para podermos perceber que impacto e aceitação teria a presença desta senhora cá, para a realização de um seminário. Devem ter em conta que um seminário desta importância tem uma valor para a inscrição (em Ponta Delgada será de 29.90 Euros). Dêem a vossa opinião nos próximos dias para este mail para que possamos ver a viabilidade desta iniciativa: MUSICOFILIA@PORTUGALMAIL.COM .

in jornal "A União", 20 de Junho, 2007

A 22 de Julho - Melissa Cross nos Açores

A Globalpoint Music tem o prazer de anunciar, pela primeira vez em Portugal, directamente de Nova Iorque para os Açores, MELISSA CROSS a leccionar um seminário / curso intensivo dia 22 de Julho, no Coliseu Micaelense, em Ponta Delgada.Melissa Cross é uma apaixonada pela música, e a sua carreira começa numa passagem radical das academias Interlochen Arts Academy e Bristol Old Vic Theatre School em Inglaterra para uma carreira de cantora de rock. Todos aqueles anos de aperfeiçoamento através de ensinamentos clássicos passaram a fazer muito pouco sentido. "As minhas aulas de canto não tinham qualquer contexto no rock," recorda ela. "Não tinham qualquer ligação com nada que eu estivesse a fazer. Eu estava simplesmente a gritar e a atirar a técnica pela janela fora, para obter um som que me dissesse alguma coisa." Só após um longo processo de compreensão, em que passou a perceber o que era necessário sentir para emitir aqueles sons sem prejudicar a sua própria voz, Melissa Cross encontrou a técnica que ensina até hoje aos seus alunos. "Encontrei o elo de ligação que faltava, entre o rock e o treino vocal clássico," revela ela. "Consegui aproveitar os aspectos essenciais das técnicas clássicas, aplicá-las ao discurso falado, e depois novamente à música."Na lista de clientes pode-se encontrar Cradle Of Filth, Slipknot, Arch Enemy, Ill Niño, Lamb Of God, Killswitch Engage, Sick Of It All, Melissa Auf Der Maur, Chimaira, Madball, Shadows Fall, God Forbid, Trivium, Unearth, Stone Sour e muitos outros, mas Melissa Cross treina também actores e actrizes, tanto para filmes de terror, como para musicais da Broadway. Na sua lista de clientes, também se incluem investidores da bolsa de valores de Wall Street, apresentadores e repórteres de televisão, comentadores e locutores da rádio. Além disso, tem também um método especial para vocalistas do sexo feminino. Essencialmente, basta fazer uso da voz com alguma regularidade para compensar aprender com Melissa Cross. Mesmo sendo apenas músico, será obrigatório estar presente neste seminário e trazer o seu diploma para casa.Além de vir apresentar este seminário e de dar formação a uma tão vasta plateia, Melissa também estará a lançar o seu novo DVD “The Zen of Screaming 2”, a sequência do primeiro DVD que foi um sucesso nos Estados Unidos da América e além fronteiras. Mais informações sobre a professora, ver vídeos, participações em talk-shows como o “Late Night Show with Conan O’Brien” da NBC, documentários para o Discovery Channel, apresentações dos dois DVD’s, excertos dos seus exercícios e até colocar questões directamente a Melissa Cross, tudo em http://www.melissacross.com/. O evento propriamente dito decorrerá na tarde de 22 de Julho próximo, no Coliseu Micaelense. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas na Globalpoint Music, Limitada., sita à Travessa das Laranjeiras, número 13 A, Loja 9, na freguesia de São Pedro em Ponta Delgada. A inscrição só poderá ser feita mediante a apresentação do Bilhete de Identidade, que também será necessário apresentar à entrada do recinto.Na tribuna de convidados estarão presentes, além da comitiva de Melissa Cross, Eduardo Botelho (Globalpoint Music), Pedro Maia (Globalpoint Music), Nuno Costa (Sound(/)Zone), João Tiago Arruda (Metalicídio.com), e também os artistas convidados Ricardo Santos (Morbid Death) e Zeca Medeiros. A tradução estará a cargo de Hélder Almeida. Este evento tem organização conjunta da Globalpoint Music, Limitada. e da Loudmouth, Inc., e conta com os apoios do Coliseu Micaelense, Atlantinox, Lda., Rádio Atlântida, Restaurante Fair Play, Angra Music Agency, SounD(/)ZonE, Metalicídio.com, Contratempo.com e do Movimento MADE IN AZORES.

in jornal "A União", 20 de Junho, 2007