quarta-feira, junho 18, 2008

Artistas empenharam-se - Concurso AngraRock 2008

Texto - Miguel Linhares / Fotos - Pedro Costa/Fotaçor

Decorreu no auditório do Centro Cultural de Angra do Heroísmo a 9ª edição do concurso AngraRock, no qual participaram 11 projectos, sendo 9 da Terceira e 2 de S. Miguel. Este ano notou-se uma maior qualidade – pelo menos mais análoga – do que em anos anteriores. O júri era composto por Nuno Norte, músico, vencedor do concurso Ídolos, membro das bandas Parkinson e Filarmónica Gil, Hélder Xavier, músico e actor e Duarte Gomes, músico. Mais uma vez – ou não fosse um concurso – algumas decisões do júri deixaram a desejar perante uma parte do público, que nunca sai satisfeito na sua totalidade.
Existiram alguns comentários, proferidos no local e escritos na blogosfera posteriormente, que mencionavam o facto de por vezes premiarem-se bandas que não são de Rock, ou não estão bem enquadradas na terminologia Rock, como já aconteceu. E realmente no regulamento do concurso está bem explicito que podem concorrer projectos de qualquer género musical, logo, até poderia ganhar uma banda de jazz ou de folk que, do modo que está, não foge à ideologia do evento. Mas se assim é – e permitam-me uma opinião pessoal neste caso – então temos aqui um paradoxo, pois se podem concorrer bandas de qualquer género, então porque o concurso se intitula AngraRock?! Se é AngraRock, então só devem concorrer projectos de Rock. Se é para todos os géneros, então altera-se o nome. Concurso de Música Moderna de Angra, Concurso de Bandas de Garagem de Angra…qualquer coisa que não redima o evento ao Rock.
Se fosse – a título de exemplo – o Hip-Hop Angra 2008 e concorresse os Anomally ou os Strëam, o que diria o público que lá estava para ver projectos de Hip-Hop?! Estão a ver, não estão? Então é o mesmo que sente o público que vai ao AngraRock para ver bandas de Rock e vê bandas que de Rock só tem três riffs, uma bateria “atrevidota” e o resto é “Salsa e Merengue”. Este apontamento não é para as bandas! Todos têm direito a participar. É sim para a organização que deve mudar o nome do evento para algo mais generalizado e todos já sabem com que podem contar – todos os géneros musicais – ou então inclui-se no regulamento que é só para projectos de Rock e – se for necessário – um júri faz a pré selecção dos projectos que vão concorrer. Caso contrário um ano destes até as bandas populares iniciam-se na caça do prémio.
Falando dos artistas (e pelo curto espaço aqui disponível, a review será muito sucinta), o AngraRock abriu portas na quinta-feira, dia 12. Vamos por ordem de actuação.
Black Nails:

Este é um projecto interessante que tem vindo a ter um desenvolvimento positivo. Com a inclusão de um novo baixista, ainda não se notou grandes alterações, mas o grupo caminha na direcção certa. O grupo nos três temas mostrou uma boa coordenação rítmica e tem como grande trunfo a excelente voz da vocalista que embora ainda se apresente em palco um pouco retraída – pela pouca experiência – já garante vir a ser um trunfo para o grupo e um ganho para a música em geral.
Não passaram a 1ª eliminatória.

Quasar:

Esta era a mais jovem banda a apresentar-se neste concurso e das mais desconhecidas do público em geral. Ainda a tentar explorar a sua sonoridade e a conhecerem os seus instrumentos, notou-se uma certa falta de coordenação entre os seus membros, facto talvez motivado pelo nervosismo. São muito jovens e demonstram grande vontade, que é o mais importante. O tempo dar-lhes-á o resto.
Não passaram a 1ª eliminatória.

4Saken:

Era uma das grandes candidatas ao pódio. Com músicos já muito experientes os 4Saken entraram com muita segurança, excelente presença em palco, dinâmica, bom entendimento e com melodias superiores. Passaram naturalmente à final, e foram a terceira banda a actuar entre os 5 finalistas. Nessa segunda apresentação tiveram uma prestação mais contagiante do que a primeira. Muito forte, de grande presença. Acabaram por não ficar entre os três primeiros.
System Failure:

Este também um conjunto com pouco tempo de actividade, mas que mostrou uma grande evolução neste AngraRock. Embora os temas denunciem variadas influências, facilmente preceptivas, os temas são orelhudos, acompanhados por vocalizações um pouco “gemidas” – estilo Alice in Chains – se calhar um pouco exageradas em certas alturas. Nota-se, no entanto, uma evolução por parte do vocalista. Um dos melhores aspectos foi o à vontade e segurança do baterista que esteve quase sempre imperial.
Não passaram da 1ª eliminatória.





Cysma:

A banda que fechou a primeira noite era composta por músicos muito experientes e conhecidos do meio, membros de Othello, Strëam e Goma. “Cismaram” mesmo e o grupo juntou-se na semana antes do AngraRock e com 3 ou 4 ensaios apresentaram temas muito orelhudos, com vocalizações muito interessantes – a puxar para Muse – e riffs pesados, directos e bem conseguidos, sem grandes virtuosismos. Boa presença, muita segurança e cumplicidade. Passaram à final, onde tiveram uma prestação superior à do primeiro dia, embora com um pequeno azar do guitarrista/vocalista que por duas vezes desligou o cabo do amplificador inadvertidamente. Foram a última banda a actuar na final, nesta altura muito mais enérgicos e a “desafiarem” o público. Ficaram em 3º lugar, uma das classificações que causou algum desagrado em algumas pessoas do público que pediam mais. Resta ver se “cismam” em continuar com o projecto, ou foi só para esta data “especial”…

Public Seven:

Grupo composto por alguns dos elementos do grupo popular Amêndoa Doce, os Public Seven traziam na bagagem um excelente conjunto de metais que deu brilho ao seu som que pode caracterizar-se como tendo um pouco de quase tudo, inclusive de Pop/Rock. Muito ritmo, energia, ora desafiava a dançar, ora desafiava a acender os isqueiros, como mostrou o segundo tema. A experiência dos músicos resultou numa sintonia perfeita em palco o que os levou à final, sem qualquer dúvida. A segunda prestação, sendo a primeira banda na noite da final a actuar, foi em muito idêntica à primeira, coesa e segura. No público já se murmurava que o mais provável seria eles vencerem. E estava visto. Arrecadaram o 1º lugar, pois realmente foram a melhor – ou pelo menos uma das melhores – bandas deste concurso. Chegaram, viram e venceram, sem muita dificuldade, diga-se.



Anéis de Marfim:

Quarteto acústico que não é novidade no AngraRock e, mais uma vez, veio mostrar que a música também se faz sem distorção e percussão. Pouco há a apontar, para além da excelente voz e um certo ambiente intimista que transmitem. Não passaram à final.





Angel Wings:

Neste conjunto muito jovem há que mencionar já isto: a vocalista tem muito carisma e uma muito boa voz! Apesar da tenra idade há que tem em atenção músicos como estes. A banda demonstra ainda alguma inexperiência e pouca segurança em palco, mas com temas interessantes. Actuaram e “prometeram” que vão aparecer mais vezes e melhor, assim espera o público. Não passaram à final.








Nomdella:

A banda mais pesada do evento entrou a matar no segundo dia de eliminatórias do AngraRock. Nota-se uma evolução acentuada em toda a banda, mas muito em especial à excelente sintonia entre a secção rítmica bateria/baixo. Temos aqui músicos de eleição num futuro breve.
A voz, poderosa e de grande presença, também está melhor desde as ultimas actuações, embora nas partes limpas o trabalho tenha que ser a dobrar. Nunca soou bem. Nota positiva para a distorção escolhida pelo guitarrista, um som cru e a fazer lembrar o Trash dos anos oitenta. Passaram à final, onde foram a segunda banda a actuar e aqui com uma prestação superior à do dia anterior (o baterista parecia que estava a tocar para 90 mil pessoas no Rock in Rio. Vibrava, gritava e gesticulava com todas as partes do corpo que podia!). E realmente esta segunda prestação mais convincente poderá ter sido a razão de terem arrecadado a 2ª posição na final, convencendo o júri, um resultado que surpreendeu o público e, pelas reacções, também a própria banda.

Zero Killed:

Banda micaelense que chegou com vontade de mostrar serviço. Desde já um sonoridade alternativa que primava pela excelente melodia e boas vocalizações. Boa bateria, marcando ritmo com energia, convicção e de passagens inteligentes. Para além de estarem no palco muito seguros, denotava-se uma certa cumplicidade saudável e favorável. Talvez um pouco surpreendente foi a não passagem desta banda à final, que deixou vontade de ver um pouco mais…





Anjos Negros:

A última banda a actuar nas eliminatórias também era de S. Miguel e foram os segundos classificados do AngraRock do ano passado. Não se notou grande evolução neste ano que separa as duas actuações em Angra, a sonoridade continua um pouco por definir, embora com algumas influências claras e que passam – de certeza – por Evanescense. Passaram à final, foram a 4ª banda a actuar e aqui tiveram uma prestação superior à da eliminatória, um pouco mais segura, directa ao público e com a voz mais colocada. Acabaram por não ficar colocados no pódio, algo que reflecte a prestação positiva, mas um pouco modesta que tiveram no AngraRock 2008. A boa classificação do ano transacto só o júri que lá esteve pode explicar.
Resta dizer que o mais importante foi ver os músicos e amigos reunidos num espaço comum e em torno da música. A vontade, a entrega e a paixão com que os artistas se dirigiram ao Centro Cultural é de louvar e criou um bom ambiente, algo que devia se manter, renegando para segundo plano certas rivalidades, agonias e ódios que perduram neste mundo da música e da cultura.
Parabéns a todos os intervenientes: organização, produção, artistas e público, peça chave para que tudo isto aconteça.
in jornal "A União", 18 de Junho, 2008
"A Noite" - RDP-Açores, 18 de Junho, 2008 (texto parcial)

15 comentários:

Anónimo disse...

Qual é a importância do nome do concurso?
O regulamento não é explícito?
O que interessa é haver a possibilidade de as bandas locais poderem ter um palco onde possam tocar em condições dignas.
Quanto às decisões do júri, quem se mete em concurso ou tem capacidade para aceitar o resultado ou então o melhor que faz é ficar em casa.
Volto a dizer o o nome do concurso NÃO INTERESSA, até porque o rock é uma coisa tão abrangente que não seria fácil saber o que é o que não é rock...
E em relação o festival como ficamos o muda-se o nome ao Angra rock?
O Rock In Rio ou o Super Bock Super Rock também costumam ter bandas no cartaz que não são de rock como ficam mudam para Qualquer-coisa Rio ou Super Bock qualquer-coisa?

Marco Silva

Anónimo disse...

Realmente, e embora continue a achar que AngraRock é Rock e mais nada, tenho que admitir que estava enganado pois nao conhecia o regulamento como aliás não o conhecem a maior parte do people que faz comentários ao evento. Falaram do Rock in Rio e do Super Bock Super Rock...pois.... é mesmo verdade. O nome não tem nada a ver. Ivete Sangalo garantidamente não é rock. Mas estava lá. Nunca tinha pensado nisso. Uma coisa é certa, como diz o miguel, devia se fazer pré selecção. Agora... na me parece é que tivessemos 11 bandas a concorrer uma vez que em qualidade mínima muitas deixam a desejar.

Ricky

Miguel Linhares disse...

Caro Marco:
Tens razão, o Super Bock Super Rock e o Rock in Rio também utilizam para se caracterizar o nome Rock e muitos dos artistas que lá vão não são de Rock (Ivete Sangalo, como disse o Ricky é um bom exemplo).

Mas aí é que está o problema, pessoalmente não concordo com essa "generalização" que se faz ao termo Rock. Tudo é Rock hoje em dia e o próprio termo já acarreta um conceito comercial que vende bem. E isso praticamente só acontece com esta terminologia.

Por acaso passa-te pela cabeça ires ao AngraJazz e veres uma banda de Rockabilly, Pop ou Rock? Alias, em qualquer festival de Jazz, vês algum género que não seja Jazz inserido no cartaz?
O máximo que poderás ver a fugir ao género são fusões com Blues e pouco mais.

Utiliza-se Rock para tudo e isso é que está mal, seja nesta cidade ou em qualquer outro lado e, para ti, isso pode não ser importante, mas para mim é.

E sim Ricky, continuo a achar que a pré selecção era uma boa hipótese. É preferivel teres 5 bandas (numa só noite de evento) com um minimo de qualidade a actuar e teres um concurso renhido e bem disputado, do que teres um evento com 11 ou 12 bandas, sendo que quase metade delas são excluídas quase à partida.

E se não sabem, quase todos os concursos a nível nacional só fazem uma final (ou pré eliminatória) depois de pré selecção/votação online, dependendo do caso.

Abraço

Anónimo disse...

mas afinal quais sao as bandas k tocaram no angrarock k nao sao de rock ? alguem me pode informar

Anónimo disse...

Concordo com o Miguel Linhares na questão do rock e dos concursos. Rock é rock. Mas então tentem mudar o regulamento ou o nome. Mas nao façam é coisa pa depois boas ou más nem termos bandas a concorrer.
Ahh.. outros saberão mais do que eu mas... o que fugiu mais ao estilo foram os vencedores mas... epá eu pelo menos acho que aquilo pode-se enquadrar no rock mas nao posso aprofundar a questao pois nao tenho conhecimentos para isso. Viva a música.
Já agora, Miguel, dos riffs e da salsa e merengue percebi, agora da bateria atrevidota é que nao. Referiaste ao Nuno Pinheiro? Eu gostei de o ver tocar e pareceu me bem. Nao percebi o que queria dizer o adjectivo. Se calhar é um comentário positivo. ehehe! desculpem a ignorância

Ricky

O Verdadeiro Peixe disse...

Miguel, bataria!
Não conhecia o teu espaço aqui na net, mas após aviso de interpretações de comentários que passaram por meus, vim cá parar.
Estás de parabéns e o espaço assenta muito bem no trabalho que tens vindo a desenvolver, e muito bem, nos jornais.
Só queria dar uma achega na questão do concurso, desasombrada porque não faço parte da organização:
Eu acho que a oportunidade de termos na Terceira um concurso em que bandas, qualquer que sejam as variações e derivações de estilos que possamos imaginar e inventar, é demasiado valiosa para pensarmos em elitizar a participação e castrar a criatividade e vontade de participar.
É a bem dizer a única oportunidade que temos nesta terra que muitos músicos sentirem o palco, com som e técnicos decentes para apresentarem o seu trabalho.

Uns experientes e rodados habilitam-se a ganhar uns prémios, outros inexperientes e caloiros, ganham os primeiros calos e suores frios, que certamente jamais esquecerão. Acho que no fim, o todo é extremamente positivo.

Ora se tivéssemos um circuito, e uma população alargada pra este tipo de coisas, poderíamos pensar em seccionar e dividir para potenciar ao máximo as melhores performances. Na minha opinião julgo que não é o caso.

Por isso considero a questão do nome do festival fútil e inconsequente. É um nome. Grave seria desrespeitar o regulamento que existe.

Outra coisa são os gostos. E se calhar com o jurí do ano passado os resultados eram diferentes. Mas pra isso é que existe um jurí, para decidir consoante a sua opinião e no fundo... gosto.

Por isso bataria, chega-lhe fogaça, fica aqui a minha participação no teu espaço, junto dos parabéns pelos 5 anos de luta pela música!

Peixe

Anónimo disse...

Caro Miguel:

Continua a achar que o nome é o que menos interessa em tudo isto.
Quanto à questão de haver pré-selecção julgo que poderá até ser uma boa ideia no que se refere ao que se apresenta ao público (minimo de qualidade) mas muito mau para quem percisa de um palco (no caso do Angra Rock com todas as condições) e não encontra a não ser nas recreios ou nas fanfarras quase em circuito fechado.
No que se refere aos concursos que se fazem no continemte é precioso ter em conta que forçasamente tem que haver uma fase de selecção quando se inscrevem 100, 200 ou 300 bandas como acontece com os mais alicantes cujo o prémio é justamente tocar num grande festival como o Super Bock Super Rock (ehehe a tal palavra que tanta discussão motiva...)
Eu sei que não é nada agradável ir ao ROCK IN RIO e ouvir a Bretny Spears (será que é assim que se escreve?), a Ivete Sangalo ou até mesmo a "moranguices" das Just Girls, mas é a vida... aquilo tem que púbblico para ser viável e os brasileiros não são nada tolos.
O mesmo acontece com o Super Bock Super ROCK onde já passaram por lá os Black Eye Peas ou (socorro!!!) o gringo do 50 Cent.
Quanto à referência ao Angra Jazz lembrei-me do grupo sueco EST, que o lider morreu no passado sábado. Os gajos tocam de tudo, pop/rock, jazz, electro e não foram expulsos do festival por isso e até foram aclamados como um dos grupos melhores...
Hoje em dia, não podemos perder muito a meter as coisas em gavetas, para mim só existem dois géneros de música: A BOA E A MÀ.

Abraço

Anónimo disse...

Esqueci-me de assinar o comentário (ehehe)

Marco Silva

Miguel Linhares disse...

Boas pessoal.

Não me quero alongar muito neste assunto e vou tentar que este seja o meu último comentário.

Em grande parte dou razão ao que aqui foi dito, mas continuo a ter o meu ponto de vista... e que mau seria o mundo se fosse todo amarelo, não é?!

Ricky:
O comentário da bateria "atrevidota" e da Salsa e tudo mais não era para ninguém em especifíco, se achas que eram para eles, então essa é a tua intrepretação. O Nuno Pinheiro é um excelente baterista e isto é a única coisa que tenho a dizer sobre ele. E sobre a banda que ganhou, basta ver a minha review Foram os melhores.

Anónimo:
Uma banda que actuou este ano e não era Rock - Anéis de Marfim.

Peixe:
Obrigado pela tua visita, passa cá mais vezes lol. E obrigado pelas palavras.

Quanto à questão do nome - e para que se perceba a minha posição - no fundo para mim é o menos importante. E já falei muito com o Hélio Vieira e ele sabe as coisas que gosto menos no evento e que se podia mudar. Trocamos opiniões, é só, e eu tenho uma imagem de concurso diferente e uma imagem de festival muito diferente. Nunca brigámos por isso e é só o meu ponto de vista, só de uma pessoa que fala com ele ocasionalmente sobre isso.

Existem - para mim - coisas muito mais importantes para se mudar no evento, mas também não as vou divulgar aqui, não é o local certo.

E só para acabar: levantei a questão do nome porque acompanho o AngraRock desde a sua primeira edição, já ando na música há muitos anos e conheço muitos músicos e apreciadores de música, e de há uns anos para cá é a maior critica que ouço é a de haverem sempre bandas de baladas, ou de Cha-Cha-Cha ou de Pop... e isso - já percebi - irrita muitas pessoas. Mas muitas mesmo, não estou a falar de uma dezena ou duas!
Mas este ano essa questão levantou-se com mais força, cada um sabe o porquê de se ter irritado mais com essa situação. Logo, acho que essa situação devia ser corrigida. O público terceirense de Rock é muito ferrenho, e se chegam ao evento e não há umas guitarradas potentes, energia e som que faça mexer com os pés e cabeça...o pessoal passa-se.

Se fosse em S. Miguel acho que seria pior. O Metal domina o meio micaelense. Vá lá que aqui não é assim, senão então caía o Carmo e a Trindade com as bandas de Metal a acabar em 2º lugar.

Portanto, na review dei uma opinião pessoal, baseado num sentimento que também tenho - mas não dou importância - mas devido a muitas, mesmo muitas, pessoas terem esse mesmo sentimento - e levarem-no mesmo a sério - decidi trazê-lo ao texto. No fundo o meu trabalho passa muito por captar opiniões, perceber as reacções do público, ouvir comentários, perceber o ambiente que rodeia um espectáculo e depois tentar transmiti-lo da melhor forma para a escrita.

Espero que percebam isto. Respeito todas as vossas opiniões e agradeço desde já as vossas visitas ao Musicofilia e os vossos comentários.

Abraço

Anónimo disse...

Tenho k dizer k fikei mt contente pela aprovação do primeiro lugar e segundo lugar no concurso de angra rock, contudo os meus parabens.... Rodrigo Santiago " o amarelo"....

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Anónimo disse...

Suponho que o tema que aqui se encontra a ser discutido é o titulo do festival blá, blá...
No entanto, surgem ataques pessoais, especificamente Nomdella e ao seu baterista, IRRELEVANTES!!!
Agradeceria que se concentrassem o tema e que divertissem enquanto o fazem, "ou entao não"...
P.S:. Agradeceria que o removessem, por causa da questao da não importancia e afins...
Caso ele permaneça, só posso supor que seja por desejo do autor do blog com intuito de insulto...

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Miguel Linhares disse...

Boas.

Já não venho aqui há muito tempo e fiz uma pausa no Musicofilia desde o Verão passado, por isso mesmo não venho cá muito.
Reparei num comentário recente de desagrado em relação a um anterior-ofensivo- e que já estava há mais tempo. Já o retirei e também retirei os últimos dois do anónimo que "reclamou" por também não serem os mais correctos!
Contenham-se nas palavras senão ainda vou ter que fechar comentários neste blog...ainda por cima sobre um assunto que foi há um ano.

Abraço a todos e obrigado pela visita.