segunda-feira, junho 27, 2011

Rock ao norte - Escaleiras 2011


Texto - Miguel Linhares

A 3 e 4 de Junho realizou-se na freguesia da Vila Nova o Festival Escaleiras inserido na programação Onda Cultural daquela freguesia. O projecto Onda Cultural é uma iniciativa da Cooperativa Praia Cultural e da Câmara Municipal da Praia da Vitória com o objectivo de descentralizar actividades culturais pelas 11 freguesias do Concelho.
Objectivo amplamente conseguido com este evento que levou á bonita zona balnear da Vila Nova sonoridades raras por aquelas paragens. Com as condições mínimas para um evento do género, incluindo parque de campismo, ficou talvez só a vontade de ver uma melhor organização a nível técnico e logístico que, claramente, era pobre.
Com o propósito de promover os projectos locais, foram oito os projectos a subir ao palco – que sofria de uma certa inclinação devido á irregularidade do local onde foi montado – com vontade de animar as noites que foram um pouco frias, mas agradáveis.
A abrir as actividades, e com algumas dezenas de pessoas a assistir, sobem ao palco os Stone Carved Soul que fizeram as Escaleiras recuar no tempo com o grunge dos anos 90. Algumas falhas bem notórias, principalmente a nível vocal e rítmico. Três originais e duas covers marcaram o seu setlist do qual se destaca a cover de Enter Sandman com especial enfoque para o guitarrista solo tendo reproduzido praticamente na perfeição o solo deste emblemático tema.
Já se tinha notado no primeiro conjunto, mas aqui seria mais evidente a fraca qualidade do som do Escaleiras 2011. Mais pesada a banda, mais dificuldades para os técnicos. Os Somnium foram das bandas mais prejudicadas neste capítulo, ainda assim apresentaram um leque de temas originais que começam a fazer parte do repertório do metal açoriano, finalizando com uma cover de Sepultura, Territory, tendo como convidado o vocalista dos Eyes for the Blind. Melhoram a cada espectáculo.
A terceira banda da noite vem de uma escola diferente e destoava um pouco dos restantes conjuntos influenciados por sonoridades mais recentes e mais rápidas. Os Vanguarda 3.0 são um projecto com longos anos em diversas festividades e tem nos seus membros originais senhores que andam na música há tantos anos, quantos alguns dos outros músicos e membros da plateia tem em idade. Covers dentro do pop rock, bem conseguidas, com a maturidade necessária e sem reparos a assinalar.
A finalizar a primeira noite do Escaleiras 2011 estiveram os North Stamp, colectivo que viajou dos Altares – aparentemente, laboratório de muitos e bons músicos – e que deixou uma impressão positiva na estreia ao vivo. Variadas covers fizeram parte do repertório, passando por Foo Fighters e Danko Jones, mas a nota mais que positiva vai para a secção rítmica e para o seu baterista que surpreende de concerto para concerto com a sua precisão rítmica!
Nota de fecho da primeira noite: noite de música agradável, mas a qualidade de som que saía do PA “doía” um pouco…
No dia 4 inicia-se o espectáculo com um extra no cartaz, uma jovem chamada Kate Millery que tocou três temas, acompanhada pelo seu violão, fazendo sobressair a sua técnica vocal bem colocada e de entoação agradável, apesar de ser “copiada”, no seu todo, da Amy Lee. Mas não deixou de ser agradável ver esta jovem tocar e cantar, ficando a curiosidade de ver o desenvolvimento e o amadurecimento da sua musicalidade.
Segue-se o projecto Eyes for the Blind, um conjunto que nos poucos concertos que deu ao vivo demonstrou uma banda muito coesa e dinâmica. Muita atitude em palco, boa presença de quase todos os elementos, bons temas originais e, a finalizar, uma cover de Sepultura – parece que 10 anos depois começa a ser “moda” novamente – no caso Roots Bloody Roots. Cada vez mais agradáveis de se ver ao vivo.
Mais um projecto recente sobe ao palco das Escaleiras, no caso os Justiça da Noite. Apesar de mostrarem ainda muita inexperiência, o primeiro ponto positivo vai para o facto de cantarem em português. Rock muito cru, sujo e por vezes rápido marcaram a actuação deste colectivo que teve tempo de tocar algumas covers, sendo a mais conhecida a de Metallica, For Whom the Bell Tolls.
Os Nomdella são já conhecidos do público local e destilaram metal puro e duro, como é hábito. Rápidos, pesados, criativos e muito interactivos com o público, fizeram das suas sonoridades das mais aplaudidas do Escaleiras 2011. Cada vez mais “colados” ao metal da nova geração e dos anos 00, primam pela boa técnica dos músicos, da melhorada prestação do vocalista e de muita presença em palco.
A noite e o evento encerram com os Anomally, actualmente o projecto terceirense mais consolidado dentro das sonoridades mais pesadas. Muito haveria a dizer caso este tivesse sido um concerto diferente do habitual, o que não foi o caso. Directo, pesado, tecnicamente evoluído, muito rápido e, ainda assim, melodioso. Cada vez que sobem ao palco mantém a precisão que lhes é conhecida e demonstram, nos temas novos, que a criatividade não se esgotou. Sendo dos setlist mais compridos deste evento, tocaram alguns temas novos e correram o seu álbum de estreia quase todo, com tempo para a sua versão de Unequal Rights, dos Morbid Death e duas covers, Dimmu Borgir e In Flames. No encore tocam o tema que abriu o seu espectáculo, From Lust to Screams.
Nota de fecho da segunda noite: noite de música muito agradável, mas a qualidade de som que saía do PA “doía” bastante…
Resumindo, deve-se saudar a boa vontade dos elementos da organização e produção – facto repetido por diversas vezes por elementos de algumas das bandas – pela coragem de fazer um evento do género, num local não habituada a estas andanças, mas que se provou muito adequado.
Boa entrega dos muitos músicos amadores que actuaram ao vivo e que fizeram, afinal, o Escaleiras 2011. Esperamos por nova edição em 2012…?

quinta-feira, maio 19, 2011

PUNKADA! Fest 2011

BOSS AC, PUNKADA!, CAIM e DESBUNDA+1 são as bandas que integram o cartaz do PUNKADA! Fest 2011 que se realiza a 08 e 09 de Julho, na Quinta de São Lourenço, na ilha do Faial.
Para além da realização dos concertos com as bandas referidas o PUNKADA! Fest 2011 conta ainda com as actuações de POETA URBANO & DJ SILVER STAR, DJ FBO, DJ DOUBLE GEE e DJ DIOGO VIEIRA.
Trata-se de um festival que teve início em 2010 com o objectivo de assinalar o 10º aniversário da banda PUNKADA! e que contou com a presença das bandas Suzerain (Inglaterra), Anommaly, Crossfaith e ainda com a participação dos DJ's Lady M e FBO.
Com produção da AZOR WAVES, o PUNKADA! Fest 2011 conta os apoios da Direcção Regional da Juventude, Câmara Municipal da Horta, Câmara do Comércio e Indústria da Horta e Antena 9.

terça-feira, maio 03, 2011

FESTIVAL ANGRAROCK 2011 - GNR cabeças de cartaz

No ano em que comemoram 30 anos de carreira os GNR são cabeças cartaz do FESTIVAL ANGRAROCK 2011 que terá lugar a 02 e 03 de Setembro, no Recinto do Bailão, em Angra do Heroísmo.
GNR, PUNKADA! (com TRIBUTO A RAMMSTEIN) e POETA URBANO & SILVER STAR são os primeiros nomes confirmados para o cartaz da 11ª edição do FESTIVAL ANGRAROCK, que vai contar ainda com a participação de mais duas bandas, um DJ e os três projectos premiados no CONCURSO ANGRAROCK 2011.
Trata-se de uma iniciativa da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo e da Culturangra com produção da Azor Waves.

CONCURSO ANGRAROCK 2011

A 12ª edição do CONCURSO ANGRAROCK terá lugar a 09, 10 e 11 de Junho, pelas 21h30, no auditório do Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo.
Trata-se de uma iniciativa da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo e da Culturangra, com produção da Azor Waves que tem como objectivo principal promover a criação musical na área da música moderna, estimulando o surgimento de novos projectos musicais nos Açores.
Pretende-se dar continuidade a um evento que é já uma referência a nível regional e nacional para dar maior visibilidade aos projectos musicais açorianos já existentes e revelar novos talentos.
A participação no CONCURSO ANGRAROCK 2011 está apenas aberta a projectos musicais dos Açores que preencham as condições estabelecidas no Regulamento.
Os projectos musicais participantes no CONCURSO ANGRAROCK 2011 serão agrupados em duas eliminatórias. Os cinco projectos mais pontuados no conjunto das duas eliminatórias serão apurados para a final. A apreciação dos projectos musicais concorrentes será efectuada por um Júri constituído por três elementos.
Serão atribuídos aos três primeiros classificados os seguintes prémios: 1º Classificado: um trofeu e € 1.500; 2º Classificado: € 1.000 e 3º Classificado: € 500 euros. Todos os concorrentes terão como prémio uma gravação integral da sua participação registada em vídeo com qualidade profissional.
Os três primeiros classificados serão convidados a participar no FESTIVAL ANGRAROCK 2011, que terá lugar a 02 e 03 de Setembro no Recinto do Bailão, em Angra do Heroísmo.
As inscrições para o CONCURSO ANGRAROCK 2011 decorrem até ao dia 31 de Maio, sendo efectuadas apenas através da Internet em www.angrarock.com onde podem ser obtidas mais informações.

Festival "A Colheita"

Texto - Miguel de Aguiar / Fotos - Catarina Melo


Eyes For The Blind, Amnnezia, Somnivm, Banda da Colheita, DJ Lino e MD Boi foram os atractivos para esta que é já a terceira edição do festival “A Colheita” realizado no passado dia 15 e 16 de Abril. O recinto foi mais uma vez o Edifício Cultural de São Bento que a meu ver não será o mais aconselhado para o efeito, a acústica da sala é terrível e o espaço demasiado grande para um evento que infelizmente parece estar destinado a ter cada vez menos público.
Eyes For The Blind
A estreia dos EFTB era aguardada com alguma expectativa e por volta das 22h45 da noite de sexta-feira o colectivo liderado por Ricardo Gil deu inicio à sua actuação. Em 30 minutos a banda, prejudicada por um som muito pouco perceptível apresentou-nos 5 temas onde foi possível ouvir uma mistura de metalcore com algum groove. Apesar de alguns aspectos técnicos a melhorarem e da sua pouca maturidade a banda demonstrou estar à vontade em palco com especial destaque para o guitarrista solo, baterista (Tiago baterista de Somnivm) e para o vocalista da banda que demonstrou ser um frontman à altura de uma banda promissora no espectro mais “pesado” do que por cá se faz. “Beneath a Bleeding Sky” e “Box of Secrets” foram a meu ver os dois melhores temas apresentados ficando no entanto o desejo de voltar a ver esta jovem banda com melhores condições a nível sonoro. Logo de seguida estiveram em palco os Amnnezia, banda que ao fim de 7 anos dá por terminada a sua carreira e termina com a presença no palco d’ A Colheita. Uma notória falta de ensaios aliada a uma presença muito pálida e paragens monótonas entre cada tema fez com que aquele que se esperava ser um concerto memorável acabasse por ser apenas mais um a juntar aos outros. Infelizmente os Amnnezia foram também fustigados pelo som que se fez ouvir no salão do Edifício Cultural de São Bento, a guitarra ritmo não se ouviu praticamente durante todo o concerto. Foram 9 os temas apresentados ao longo dos 60 minutos de actuação em que o quinteto nos presenteou com temas como “Mirror”, “Euthanasia”, “Ilha”, “Another” e “Exorcism” sendo que estes dois últimos contaram com a participação especial de Bruno Achadinha (Somnivm) partilhando assim a sua voz gutural com a voz melódica de Natal Machado o que fez animar um pouco mais o público presente. Houve ainda tempo para a já conhecida versão de “Menina dos Olhos Tristes”, tema original de Zeca Afonso. 
Amnnezia
A noite de sexta-feira prosseguiu com DJ Lino.
Para a noite de sábado estava guardado o regresso dos Somnivm ao palco da Colheita e a estreia da Banda da Colheita, estava garantida uma noite com muito metal. Às 23 horas foram dados os primeiros acordes com uma intro de teclado por parte dos Somnivm, infelizmente esta foi uma das muito poucas vezes que esse instrumento se fez ouvir durante todo o concerto. “Our Darkest Nightmare”, “Reborn By A Godly Force” foram alguns dos temas já conhecidos que ao longo de 60 minutos fizeram as delícias daqueles que ali estavam para ver o regresso desta banda aos palcos. Pelo meio foram ainda apresentados 3 novos temas “Facing War”, “Castle of Cards” e “Frozen Sun”, temas esses que pouco ou nada fogem ao já anteriormente feito à excepção de introdução de vocalizações em tom limpo por parte de Bruno Achadinha. 
Somnium
A banda brindou ainda os presentes com duas covers, a já conhecida “Eternal” dos britânicos Paradise Lost e o momento da noite foi inteiramente para a sua nova “Pursuit of Vikings” de Amon Amarth cover esta que vem comprovar que os Suecos são sem dúvida uma das referências para esta banda. “The Curse”, amaldiçoada ou não teve um inicio um pouco atribulado mas que facilmente foi ultrapassado terminando assim a actuação desta banda que deixou para trás um concerto que agradou ao público “metaleiro” presente. A apontar apenas o pouco à vontade ainda em palco por parte de alguns membros que ainda se prendem muito ao seu espaço e a falta de concentração do baterista que originou alguns momentos menos bons ao longo do concerto. Nota positiva para Bruno Achadinha que tem-se mostrado um frontman sem medo do público e para o guitarrista solo. Rui Reis (System Failure), Nelson Leal (Anomally), Vitor Moreira (Nomdella) Marco Lote (Skar, ex Anomally) e João Freitas (Filthy Maggot) membros bem conhecidos do nosso panorama de “peso” foram os cúmplices que se juntaram para recordar alguns temas de bandas tão conhecidas como Metallica, Sepultura ou Pantera. 
Banda da Colheita
E foi com “Loco” de Coal Chamber provavelmente o tema menos conhecido pelos presentes que a Banda da Colheita iniciou o seu setlist, de seguida surpreenderam todos os presentes tocando “Du Hast” de Rammstein, seguiu-se “Duality” de Slipknot tema este muito bem recebido pelo público contando com a participação improvisada de Ricardo Gil (Eyes For The Blind), “For Whom The Bell Tolls” sofreu uma interrupção forçada por motivos técnicos que impediram os dois vocalistas de interpretar este tema causando assim um momento menos positivo na sua actuação, seguiu-se um medley de Pantera com os temas “5 Minutes Alone” “Walk” e “Fucking Hostile”, “Redneck” de Lamb Of God foi o tema mais intrincado apresentado pela banda que mostrou não ter havido ensaios suficientes para o executar na perfeição, não sei se era esse o propósito da banda ou não pois pareciam estar ali só pelo gozo no entanto foi pena não terem conseguido executá-lo de maneira mais clara e perceptível. “Refuse/Resist” de Sepultura e “”Do What I Say” de Clawfinger ficaram para o fim, não havendo mais temas para apresentar em estilo de encore a banda repetiu o medley de Pantera. Destaque para Marco Lote que foi o membro mais massacrado tendo ficado com o trabalho de guitarra todo por sua conta, o que fez com que a banda saísse prejudicada em alguns momentos que fazia falta uma segunda guitarra, nem mesmo o trabalho de João Freitas no baixo foi o suficiente para colmatar esta falta na banda. MD Boi finalizou a noite com uma boa selecção do que de melhor se fez nas décadas de 80 e 90 e ainda alguns êxitos mais recentes de Metal.
 
Um ano e um mês depois, treze bandas e muitas horas dispensadas fizeram com que este jovem Festival chegue à sua 3ª edição graças à força de vontade empenho e dedicação de Beatriz Reis, que apesar de muitos se terem juntado a esta organização é ela a principal impulsionadora desta colheita do que de melhor se tem vindo a fazer por cá. 
É evidente que alguma imaturidade dá lugar a erros e a Colheita, apesar de já ir na sua 3ª edição continua a meu ver com alguns erros por corrigir. Será mesmo necessário realizar dois dias para colocar apenas quatro bandas em cartaz? Não haverá um local melhor para a realização deste evento? Foi correcto colocar uma banda que foi criada de propósito para este festival como cabeça de cartaz? Não seriam os Somnivm uma banda capaz de suportar esta responsabilidade? São as questões que me vêm à cabeça ao fazer um balanço do que se passou neste evento. 
Claro está que apesar destes aspectos que julgo deveriam ser repensados à que dar o devido mérito aos responsáveis por este evento que tem acarinhado as bandas locais sem qualquer tipo de discriminação de estilos musicais. Um bem-haja a quem faz algo pelos músicos locais e que venham mais e melhores colheitas.

quarta-feira, abril 27, 2011

Anomally representados pela Azor Waves

Os terceirenses Anomally chegaram a acordo com a Azor Waves para agênciamento da banda.
Praticantes de Death/Gothic Metal os Anomally, oriundos da ilha Terceira - Açores, iniciaram a sua actividade em 2005.Após alguns concertos no ano seguinte foram considerados como banda revelação pela imprensa regional.
“Once in Hell…” é o título do primeiro álbum. Influenciados por bandas como Paradise Lost e Dark Tranquillity os Anomally entram no Watt Studio para gravarem oito temas dos quais fazem parte os já conhecidos "Apocalyptic Signs" e o sucesso "I Am God" anteriormente gravados para um CD promocional. A produção mistura e masterização ficaram a cargo de João Mendes. 31 de Outubro de 2008 foi a data escolhida para o lançamento desse registo discográfico dos Anomally.
Os Anomally têm sido distinguidos ao longo da sua carreira com vários prémios como o da categoria “Melhor Banda Rock/Metal" nos Prémios Açores Musica 2008, o prémio atribuído pelo site metalicidio.com na categoria de “Melhor Banda de 2009”, banda capa da revista "Metal Bit IX" e efectuado concertos  em diversos festivais com o Festival Internacional de Metal em São Miguel com bandas como os franceses Dagoba e os alemães Fear My Thoughts, no Festival Alta Tensão em São Miguel com os dinamarqueses Mnemic, Morbid Death, Reaktor, Concealment  e ForGodsFake, no Festival Azure, na Terceira com  os  Kalashnikov e ainda naquele que é um marco dos festivais dos Açores o Festival Angra Rock  2006 onde partilharam o palco com os RAMP.
Os Anomally são constituídos por Nelson (voz), Tiago (guitarra), Luís Brum (guitarra), João Toste (baixo), Miguel Aguiar (teclados) e Zefa (bateria).

segunda-feira, abril 18, 2011

Alma Rasgada


A Banda Faialense “ALMA RASGADA” já terminou, em Lisboa, o trabalho de Estúdio
que produziu os onze temas a incluir no seu disco de lançamento previsto para este ano,
de nome “Coração de Basalto”.
Entretanto, houve troca de baterista, saindo Pedro Correia e entrando David Lacerda,
aluno de Vickie Marques (Mariza, Paulo Gonzo, Pedro Madaleno) e uma das promessas da Bateria
em Portugal.
Com apenas 20 anos, David Lacerda conta já com um currículo invejável, tendo estudado
no Hot Clube de Portugal e participado em vários projectos em diferentes correntes musicais,
ganhando assim a experiência necessária para, nesta fase da sua carreira, constituir
uma mais-valia para e secção rítmica do colectivo faialense “ALMA RASGADA”,
que conta ainda com Eddy Alvernaz na Viola Baixo, Joe Alvernaz, na Guitarra
e  João Goulart na Escrita e Voz, desde o inicio da formação como banda.
Longe dos palcos, há praticamente dois anos, o projecto, tem dedicado todas
as energias e meios, na gravação do seu primeiro disco, havendo já contactos com uma editora,
em Lisboa, com vista à edição do seu primeiro registo discográfico.
Com captações e pré-misturas do guitarrista e compositor Joe Alvernaz, o disco contou
depois, com o contributo do produtor Pedro Mendinhos para a mistura e masterização.
Pedro Mendinhos conta, no seu currículo, com participações em trabalhos com o conhecido encenador
Felipe Lá féria e especializou-se no programa “Pro-Tools” em Inglaterra.
Nesta sequência, a banda vai estar de 18 a 23 deste mês de Abril na Ilha do Faial com o intuito
de gravar o vídeo-clipe do single que dá nome ao disco (Coração de Basalto), sendo
o Vulcão dos Capelinhos a base das gravações,  a cargo de Rui Branco, profissional da RTP-Açores
 para este importante instrumento de divulgação da banda, da Ilha do Faial e do Arquipélago dos Açores.
Isto, porque a “ALMA RASGADA”, assume-se como produto açoriano de visão universal,
com temas que vão do Rock ao Hip-Hop e ao Jazz, numa vivência insular na sua relação com o mundo, o açoriano como ser universal, ímpar na sua vivência com os elementos, “mar, clima, terra, rocha, vulcões, basalto”, expressos em palavras escritas e ditas nesta “maresia”,  pelo radialista João Goulart.
O tradicional em sintonia com o contemporâneo numa visão contemporânea da arte onde
se unem e fundem a música a poesia, a dança e o audiovisual, numa proposta que se assume
como canal de transporte da poesia aos ouvidos dos mais “jovens” e de novas sonoridades aos “menos
jovens”.
A banda abriu as suas portas aos criadores no facebook, aceitando propostas para a capa do disco
de estreia, podendo ser enviadas para jcgoulart@hotmail.com
De momento a banda pode ser descoberta, embora já com informação antiga, em www.metalicidio.com e possui dois vídeos de promoção no youtube, clicando em “ALMA RASGADA”.
Agora, ultimam-se as condições para a criação do primeiro vídeo- clipe, para o “Coração de Basalto”.
O disco de estreia dos açorianos “ALMA RASGADA”.

sexta-feira, abril 15, 2011

Festival "A Colheita"

Camaradas, o Musicofilia estará no Festival "A Colheita" a ocorrer hoje e amanhã - dias 15 e 16 de Abril, no Centro Cultural de S. Bento (cartaz na barra lateral).
A reportagem do evento será efectuado pelo Miguel de Aguiar, portanto estejam atentos nos próximos dias.

sexta-feira, janeiro 14, 2011

The Chamber - Revisitando o passado


Texto - Miguel Linhares / Foto - António Araújo

Academia de Juventude da Terceira, 22:00, tempo relativamente calmo com o mar a ficar-se pelo areal. A cidade da Praia da Vitória recebe o primeiro concerto do angrense João Félix no ano de 2011.
Como em quase todos os eventos que se realizam na Terceira, a pontualidade é substituída por um compasso de espera, sendo que 20 minutos foram suficientes para que o jovem João Félix se sentisse confortável para iniciar o seu espectáculo, agora com a pequena Sala Composição com mais público.
Sozinho, utilizando uma Fender Telecaster e com a habitual introversão característica deste artista, o projecto The Chamber é certamente uma viagem no tempo, remetendo-nos para uns longínquos anos 60 e 70 que a maioria do público presente não vivenciou. Assumidamente um admirador de artistas como The Beatles, Bob Dylan, Nick Drake, Jeff Buckley e Oasis, João Félix demonstra claramente na sua música as suas influências e inspirações musicais.
Com uma voz colocada, natural e sem exageros técnicos, João Félix complementa as melodias com a guitarra e, ocasionalmente, a harmónica, instrumentos que domina relativamente bem e que vem progredindo a cada espectáculo.
Foram, aproximadamente, oito os temas originais oferecidos às quase trinta pessoas presentes na sala, entre os quais o já habitual “Mary Jane” e o tema que dá nome ao projecto, mas também alguns temas compostos mais recentemente. Desta vez João Félix deixou de fora do setlist o tema “A poison tree”, tema superiormente composto por ele, tendo como letra um poema de William Blake e que na sua página oficial – www.myspace.com/jooflix - lidera claramente a lista de audições dos visitantes.
Depois de quase uma hora de concerto, o jovem artista fechou a noite com um cover dos The Smiths, “There is a light that never goes out”, deixando uma aparente satisfação geral no público que agora chegava às 30 pessoas.
Após o final do concerto – e como se de um intervalo se tratasse - João Félix acabou por voltar ao palco para tocar mais alguns temas, por vezes a pedido directo de alguns elementos do público. Tocou novamente alguns dos temas originais, visitou pela 2ª vez os The Smiths e prestou homenagem aos Oásis e a Jeff Buckley. Acabou por ficar em palco quase uma hora e meia, fazendo deste um concerto verdadeiramente intimista!
Sempre de poucas, mas directas, palavras, João Félix provou novamente ser um artista com uma sensibilidade musical muito apurada e notoriamente destacada da generalidade da sua geração. Agora a viver em Lisboa, por motivos académicos, João Félix terá com certeza um contacto mais refinado com a realidade musical nacional, podendo daqui advir uma evolução positiva nas suas composições.
Fica mais uma vez a vontade de ver o artista acompanhado por uma banda, passo que certamente dará quando achar oportuno. Enquanto tal não acontecer, as palmas e os elogios vão inteiramente para ele.

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Resposta Simples apresentam-nos a sua Mãe Terra

Texto - Miguel de Aguiar / Foto - Academia de Juventude da Terceira

É com o 7” EP “Gaia” lançado a 20 de Dezembro pela Juicy Records que os Resposta Simples voltam ao ataque após o lançamento do álbum “Sonho Peregrino” editado em 2008. Gaia é o primeiro vinil Punk a ser editado nos Açores e apesar de parecer estranho o lançamento de vinis nos dias que correm em que o formato digital está já enraizado no mercado musical os punkers terceirenses seguem, segundo Paulo Lemos, uma linha de continuidade musical própria das bandas de Punk Hardcore. Para trás fica um álbum, dois EP’s, uma demo e várias participações em compilações, não menos importante foi o reconhecimento como banda “Novo Talento” pelo site Musica Total e ainda a participação em 2005 no concurso de bandas de Vila Real tendo sido apurados para actuar na Queima das Fitas de Vila Real, partilhando o palco com os Blasted Mechanism. Desde 2005 a banda tem tentado contrariar o que seria de esperar e conseguiram quebrar as barreiras da insularidade sendo mesmo aclamados como um dos colectivos mais reconhecidos do panorama açoriano no continente pela revista Loud!.

“Matiné de Natal” no passado dia 26 de Dezembro foi o pretexto para o trio angrense apresentar-nos o seu novo registo num concerto ao vivo fazendo-se acompanhar pelo colectivo System Failure. Um evento que contou com o apoio da Associação Cultural Burra de Milho mostrando assim que o que muitos consideram “barulho” também deve ser considerado cultura e merece todo o respeito e apoio. A Academia da Juventude da Ilha Terceira foi o espaço que acolheu esta iniciativa, situado na cidade de Praia da Vitória este é um novo recinto polivalente que tem como principal objectivo a promoção do empreendedorismo e da criatividade.

Por volta das 16 horas, uma hora mais tarde do que o previsto, deram inicio às hostilidades os System Failure com a projecção de um vídeo filmado durante a ECO 92 - Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento em que Severn Suzuki da Organização das Crianças em Defesa do Meio Ambiente apelou para a consciencialização dos actos sobre o meio ambiente. Atribulados por um pequeno imprevisto de ordem técnica, o colectivo liderado por Rui Reis inicia o seu concerto um pouco retraído com o tema Old Times de RAMP. Não, os System Failure não são uma banda de covers e como tal deveriam ter começado com um dos seus vários temas originais, nota negativa neste aspecto. The Idiot, ironicamente dedicado a George Bush, Lost Gun marcado pelo cumprimento sentido entre Rui Reis e Paulo Silva (ex vocalista da banda) e Magister Mundi Sum foram os temas que nos levaram até metade do concerto sendo este último numa toada mais calma perfeito para o registo vocal do frontman. Golden Age dos germânicos Kreator foi o tema que se seguiu, mais uma cover bem executada pelo quinteto angrense que nos levou até ao final da sua actuação com mais três temas originais a variar entre o Hard Rock e o Heavy Metal. A destacar a presença e performance do guitarrista solo Artur Reis que se tem vindo a soltar nas últimas actuações e do já veterano vocalista que nos tem acostumado já com a sua irreverência e atitude sem vergonha em palco.

“Esta cultura de nada te serve minha amada, encontra em mim o conforto a que me obrigas”, são as palavras que se podem ouvir em “Sem Cura” tema retirado do novo EP e que serviu de guia para o videoclip que os Resposta Simples nos apresentaram. Com produção a cargo de Tiago Castro e Fábio Couto (baixista da banda), o vídeo sensibiliza-nos para uma consciencialização ambiental desvanecida por um capitalismo desenfreado, temática abordada em “Gaia”.

Das 11 malhas de puro Punk Hardcore da velha escola cantadas na nossa língua mãe “Relações Cortadas” deu o mote inicial para uma actuação que havia de percorrer todos os registos discográficos do trio com excepção ao EP de 2004 “Teatro da Vida”. Para além da interpretação na íntegra do novo EP os Resposta Simples deram especial evidência para o seu album “Sonho Peregrino” de onde se destacou “Genocidio Cultural” e “Descanso Eterno”. Descanso foi o que Paulo Lemos não teve e foi bem notório ao longo de um concerto que poderia ter sido mais frenético do que aquele que assistimos muito possivelmente retraidos pelo público local estático que continua parecer não ser muito apreciador desde género musical. Neste aspecto nota menos positiva vai para Fábio Couto que não se soltou como seria de esperar. O setlist contou ainda com “Revolução Pessoal”, “Atitude (Começar de Novo)” e “Neglicência” retirado da primeira demo-tape e dedicada ao seu compositor – João Pedro ex guitarrista da banda. Foram estes os temas que nos guiaram ao fim, e foi para o fim que o melhor ficou guardado, “Muro da Banalidade – Gaia” é sem dúvida o melhor tema de “Gaia” e contou com a participação de Phillipa Cardoso no entanto foi pena este tema não ter sido interpretado como no disco com a adição de didgeridoo e de percussão extra – instrumentos do mundo que fazem deste um tema do mundo. Faltou um encore a pedido do público que poderia ter sido o último tema tocado no entanto foi bem visivel que os Resposta Simples tinham dado por terminada a sua actuação.

O recinto, o som e as entradas pagas merecem nota positiva. Um espaço moderno e bastante agradável que nos disponibiliza uma sala com boa acústica e material de som suficiente para se ouvir bem alto o que por lá se toca fazem deste provavelmente o melhor recinto na actualidade na ilha Terceira para eventos deste género e espero que seja bem aproveitado e que sejam dadas oportunidades aos artistas locais de o usufruirem. As entradas cobradas são sem dúvida algo a que os terceirenses devem começar a habituar-se. É completamente impossivel para uma banda gravar e editar um disco em troca de cerveja, como tal é necessário criar meios financeiros que o tornem possivel. Algo que o público terceirense tem que se começar a habituar também é à hora de inicio dos eventos. Neste aspecto o dedo deverá ser apontado às organizações e esta não escapa e como tal merece nota negativa. Enquanto os eventos tiverem uma hora de atraso, a grande maioria das vezes propositada na esperança de que o recinto fique mais bem composto, o público nunca se irá habituar à pontualidade. Por falar em público, o que é feito daqueles que passam a vida a reclamar que nunca se faz nada por cá e quando há um evento como o do lançamento do EP dos Resposta Simples estes não estão presentes? Terá sido pelo dia e hora escolhidos? Talvez, mas a festa de lançamento de um disco não sucede com muita frequência por cá e se não forem as pessoas ligadas a este meio que se apoiem umas às outras dificilmente será mais alguém.

Ainda me lembro destes rapazes com meia dúzia de pêlos na cara a darem os primeiros passos na música, hoje em dia e passados já 7 anos já foram responsáveis por um festival que trouxe cá pela primeira vez os conhecidos Mata Ratos, criaram uma editora e contam já com 5 registos de estúdio. Atitude e perseverança é o que leva estes punkers a já terem feito mais pela música do que muitos de nós que já estamos ligados a este meio há mais tempo. Ah pois é!

Concerto The Chamber


No próximo dia 07 de Janeiro, a Academia de Juventude da Ilha Terceira apresenta:

20h00 | Exposição Fotográfica ALMA de André Pimentel
22h00 | Concerto THE CHAMBER - projecto musical de João Félix

Artistas Residentes

André Pimentel –  nasceu em Angra do Heroísmo a 6 de Abril de 1989. Desde cedo demonstrou um apelativo interesse por fotografia dando, assim, os primeiros passos no mundo das Artes.Actualmente estudante universitário de Design de Comunicação na Escola Superior de Artes e Design, André Pimentel completou o Ensino Secundário em Angra do Heroísmo na Escola Secundária Jerónimo Emiliano e, em 2007, frequentou o Curso de Design de Comunicação na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Além da sua participação na exposição "Acreditar na Fotografia", vários dos seus trabalhos anteriores constam de Revistas, Páginas Electrónicas e Jornais ligados à Festa Brava, e foram também já expostos em diversos Certames, Feiras e Mostras na Ilha Terceira.

João Félix - nasceu em Angra do Heroísmo, em 1990. Tinha cerca de cinco anos de idade quando começou a familiarizar-se com o som dos Beatles, e já então tinha os seus temas favoritos, mas foi por volta dos dez que começou a ouvir música com atenção e interesse. No Natal de 2002 teve a sua primeira guitarra, e assim que aprendeu os primeiros acordes, não demorou a aventurar-se na escrita (quase compulsiva) de canções. Além dos Beatles, inspiravam-no também a música de Bob Dylan e os Pink Floyd da era de Syd Barrett. Assim, foi construindo um repertório musical que hoje conta com um grande número de canções. Ao longo dos anos, tem descoberto também a música de Nick Drake, Elliott Smith e Jeff Buckley, decisivamente influentes na composição dos seus temas. Actualmente, João Félix apresenta-se com o projecto musical The Chamber, e tem em vista um primeiro álbum que contará com uma selecção cuidadosa das muitas canções que tem escrito até agora.

quinta-feira, dezembro 23, 2010

Apresentação Gaia EP - Resposta Simples


Será pelas 15:00 do próximo domingo, que plenos de espírito natalício os Resposta Simples irão apresentar o seu EP Gaia na Academia de Juventude da Ilha Terceira, estando a abertura do espectáculo a cargo dos  também angrenses System Failure. 
Gaia, o novo disco do trio açoriano, é o primeiro vinil Punk Hardcore a ser editado nos Açores, da primeira e única banda de Punk Hardcore do arquipélago.
O EP é resultado de uma mistura energética, inspirada pelas raízes do Punk, Hardcore e Crust Português da velha escola, com um toque de Música do Mundo, assim afirma o conjunto em nota de imprensa.
"Música sem barreiras, mas com consciência. Gaia aborda uma tomada de consciência ambiental, nestes tempos de encruzilhada moral.", rematam.
A edição é limitada a 400 exemplares, estando a edição a cargo de uma coligação transatlântica - Anoise Records, Infected Records DIY, Juicy Records, M.C.S. Records e Selfish Satan Records – e conta com apoios do Governo Regional dos Açores entre outras entidades autárquicas e culturais da região.
A entrada custa 2,50 respostas, ou 5,00 respostas com direito a oferta de vinil.

quarta-feira, dezembro 22, 2010

MUSICOFILIA DE REGRESSO!

Olá a todos.
Antes de mais, muito obrigado a todos os quantos vão passando por este espaço, algo que constatei ao acompanhar as estatísticas do blog. Já se completaram dois anos desde que parei de escrever, tendo feito somente uma review das Sanjoaninas 2010 e é bom saber que vão passando por aqui para ver se há novidades. Pois bem, a partir de agora haverá!
E quem me convenceu foi o meu camarada, agora regressado dos "States", Freddy. E será ele quem irá executar e gerir o site do Musicofilia. Sim, o blog vai desaparecer e dará lugar a um site, o que tornará este trabalho mais intuitivo, isto durante o próximo mês.
Outra novidade é que não vou fazê-lo sozinho, tal como há dois anos quando fiz um interregno continuo com pouco tempo para escrever e acompanhar a música com a dignidade que o assunto merece, logo, convidei alguns amigos para colaborarem. Desde já posso informar que o Musicofilia conta com a ajuda e os conhecimentos do Miguel Aguiar, do Lino e do Paulo Lemos. Desde já o meu obrigado a eles por aceitarem o desafio. Tenho intenção de convidar mais uma ou duas pessoas, mas tudo a seu tempo.
Peço que sejam pacientes com o conteúdo deste blog, pois realmente está muito desactualizado e tentarei rever alguns pontos importantes, como é a agenda, por exemplo, de modo a que não pareça tão 2008...
Entretanto vamo-nos vendo por aqui ou em qualquer um concerto...
Até já.